terça-feira, 13 de maio de 2008

Se perde, não se encontra, não sabe o que é começo e fim

Ela o ama tanto que chega a odiá-lo
E ele a machuca com palavras doces, beijos quentes e ela se sujeita
O beija, mergulha, se perde, não se encontra, não sabe o que é começo e fim
Esquece da alma, que o amor próprio um dia existiu
Vê-se ali no cantoPapel amassado, roupa suja, objeto descartável
E as palavras doces se estragaram, como tudo que um dia ele prometeu
E são assim todos os dias...Ela deita, se envolve em pensamentos que o envolve
Fecha os olhos, sonha, acorda extasiada.
Abre os olhos e chora condescendentemente
Faz promessas de não vê-lo, promete só trocar o silêncio
Mas é só notar a sua presença, para refazer no ciclo
O beija, mergulha, se perde, não se encontra, não sabe o que é começo e fim
Crê nas palavras macias que ele profere e nos abraços tórridos
É penoso essa submissão, esse descontrole, esse árduo modo de amar
Ambos se procuram, se entregam e extraem o que precisam
Ele se tornou seu costume censurável
Tudo se tornou inelutável, tê-lo, senti-lo, amá-lo, mesmo sem poderE sufoca, tudo isso a sufoca, ela o respira e engasga
Ele diz que a quer por perto, mas a procura quando o desejo lhe provoca
E ela o ama, o deseja e aceita o inevitável
O beija, mergulha, se perde, não se encontra, não sabe o que é começo e fim

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Valeu o que mesmo?

É, eu sei... Sei o quanto me fiz mal e o quanto você fez...Sei e detesto todos esses dias e noites, que passo por cima dessas feridas recém-curadas e penso em uma nova chance que poderia surgir.
Sei que minha auto-estima está no buraco e ela cava ainda mais...
Pergunto-me como pude gostar assim de você?
Você que nunca acrescentou absolutamente nada na minha vida!
Com exceção de que sentimentos têm prazo de validade, que o clichê não morreu e que promessas expiram!

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Voto por amnésia – da série – Sabe aquele cachorro que caiu da mudança? Pois, é sou eu!

Talvez ele tenha razão, eu me tornei um lixo!

Uma pessoa de alma pequena.

Nem minha mãe me quer de volta...

Não tenho amigos próximos, tenho meu filho, mas um dia ele vai seguir a vida dele também, não posso me apegar tanto a ponto de sufocá-lo.

Eu sempre soube que nasci mesmo pra ser uma pessoa só, daquelas solitárias, que se acostuma com a solidão.

O que estraga é a carência, pessoas carentes não deveriam ficar sozinhas, eu não consigo ser auto-suficiente.

Mas é assim que a vida prossegue, nem sempre do jeito que imaginamos, pessoas vão e vem e eu fico.

Dias atrás, uma pessoa me disse, que devo contabilizar as coisas que eu conquistei e não as coisas que eu não tenho, parei pra pensar nisso e a única coisa que tenho de fato é a minha companhia.

Tem dia que é tão insuportável, é triste, me sinto tão pequenininha, tão frágil, insegura, sem apoio

Sinto que todas as escolhas que fiz de 10 anos pra cá, todas elas foram equivocadas e não dá pra voltar atrás, só seguir em frente.

Faz exatamente 2 meses que não durmo direito, aquela sensação de derrota voltou, aquele vazio, de repente deixou de ser preenchido, a insatisfação e a tristeza tomaram conta da minha mente e alma, que chega a ser físico,ando tão exausta! Cansada de sorrir, de querer agradar as pessoas, de ser a pessoa boazinha, que passa por cima dos seus sentimentos...enfim, preciso voltar pra terapia!

terça-feira, 17 de julho de 2007

A tartaruga sempre chega em primeiro lugar!

Tá deprê, Alice?
Sabe o que te faria feliz?
Ver o lesmão morrendo engasgado com um pedaço de picanha.
Saber que a virgem do Anticristo morreu asfixiada na hora do ápice da coisa.
Eles não são seus amigos, eles pensam que são, minha querida!
E o que faria Heleninha feliz? Ver o membro do filho do Demo, caíndo quando visse a Croata e seria melhor ainda se nunca mais funcionasse!
E sabe o que seria divertido? O lesmão enfartando na hora de comer a orca de 95 kg!
E digo mais, depois de alguns minutos, se ele tivesse aquele rigor pós morte e ela tivesse que esperar 24 horas para o resgate o tirar dela!
Imagina! Imagina Alice.
Pior que eu imagino.

É Alice, não tem mais jeito!
Você deveria virar uma lésbica nessa vida de meu Deus.
Deveria escrever um livro usando uma dessas opções como título:

>Guia: Tome fora, saia ilesa, mas continue carente
>Como ficar 1 ano sem dar decentemente
>Quando o celibato é a melhor escolha
>Sempre fui hétero, mas dessa vez serei homo!

Mas acho que seria estranho se as pessoas soubessem que você tem uma vida sexual pior que uma tartaruga, e olha que a tartaruga acasala 1 vez por ano.
Pensei em mais um:

>Quando a tartaruga tem a vida sexual mais movimentada que a sua!

Heleninha tem razão, não se sente falta de coisas que agente nunca provou
É, Heleninha, não prove Nutella... Pois é, Alice... Por que você foi dar nessa vida?
Mais um título:

>Não coma Nutella e mantenha as pernas fechadas! Conselho de tartaruga!

Alice, todo mundo sabe que você não deu decentemente esse ano, mesmo.
Tudo por falta de competência dessas lesmas com pau
Heleninha, por exemplo, saiu com o filho do Demo, mas pelo menos foi bem comida!
E você Alice? Desprezada pelo lesmão banhudo, marido daquela orca.
Foi beijar um fedelhinho e virou brinquedo lançado a uma semana atrás, fora de moda!
Sim, querida, sua vida é uma comédia privada de gemidos e orgasmos.
Mas quem sabe algum sapo desencantado, que não seja lesma, leia, fique sensibilizado e acabe com essa castidade forçada!

sexta-feira, 13 de julho de 2007

A Felicidade não é engraçada? Da série - A cada dia que eu morrer, espero que você morra!

Felicidade é o sentimento mais momentâneo que eu conheço, como vontade de tomar sorvete ou devorar sua barra de chocolate favorita! Como aquela sensação gostosa das manhãs chuvosas ao sentir seus pés roçar nos meus, adiando a hora de levantar.Atualmente se tornou tão intangível quanto aquelas gargalhadas que eu libertava em algumas manhãs de domingo quando você me acordava com beijos pelo corpo, que belos finais de semana eram aqueles! Onde as coisas que importavam eram: acordar no início da tarde, assistir meio que cochilando a filmes antigos, almoços rápidos, longas horas debaixo da coberta, naquela sua cama de solteiro e ver você dormir, sentindo sua respiração longa e tranquila e de vez enquando olhar seus longos cílios e suas pálpebras claras fechadas, naquele sono calmo depois do almoço, interrompido por puxões do meu corpo contra o seu.Pra ser feliz precisava de tão pouco. A felicidade é algo muito engraçado mesmo, de repente se transforma naquele risinho que agente dá quando estamos sozinhos, ao relembrar momentos passados que quando ocorreram tinhámos dúvida se erámos realmente felizes, você me entende?Agora vejo que eram coisas simples que na época não era tão valorizadas como hoje, penso que deveriam ser! Mas como sempre por mais que a etiqueta diga ao contrário, prefirimos remoer o passado, aliás pra mim é pura demagogia pessoas que dizem: “ Eu vivo o presente, torço pelo futuro e dane-se o passado”, mentira pura enganação do coração, são todos como nós, meu bem! Duvido que em um dia solitário, eles não fiquem ruminando lembranças!Contudo, realmente eram dias felizes quando faziámos as coisas sem muita responsabilidade, quando passávamos feriados prolongados na praia e mesmo quando retornávamos ainda ficavámos grudados, lembra ?Tudo era voltado para o prazer do outro, quando foi que passamos a ser egoístas? Quando foi que começamos materializar sentimentos e contabilizar sensações? Quando foi que as coisas deixaram de ter tanta graça? Quando foi que deixamos de ser felizes um do lado do outro? Questões que habitam a minha cabeça que eu até sei responder, mas vamos deixar assim, sem tornar essas lembranças infelizes! Minha felicidade instantânea se confunde com a saudade daquela pessoa que eu era, daquela pessoa que você era, e me faz pensar no que nos tornamos, porém como a frase de Goethe diz, "Tudo na vida é suportável, com exceção de muitos dias de felicidade contínua."

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Carência - do Lat. Carentia s. f.,
falta;
necessidade;
privação

Cheguei à conclusão que aqui é como, uma sessão descarrego!
Deixo o que me incomoda e vou embora!
Tenho lapsos de carência afetiva...
E há vezes e que a tristeza insiste tomar conta do meu olhar
De repente bate aquela sensação de solidão
Tem momentos que me abato, outros que sorrio e alguns que só aceito.
Hoje não to afim de sorrir, nem de me abater, mas também não quero aceitar
Quero beijos, abraços e noites sem fim, mas sem amor
Porque o amor só machuca...

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Sabe o beija-flor que entra em casa e fica se debatendo na janela por que não consegue sair?
Quando será que poderei carregar as coisas que realmente me interessam, passar pela porta e deixar finalmente as chaves para trás?
Essa situação passou de insustentável...
É tão difícil acordar todos os dias sabendo sobre o que tenho que decidir e não decido.
Mais um dia, e mais uma noite se vai...olho pra você e vejo como o amor nos fez tão amigos a ponto de nossa união se tornar fraternal!
Entristeço com esses anos que perdemos, um tentando convencer o outro de que seria melhor mesmo ficar um ao lado do outro.
Mas essa mentira tomou uma proporção tão grande que de repente esquecemos de como somos jovens!
Sei que a felicidade é algo que foge, mas é algo que conseguimos capturar uma vez ou outra e penso...essa captura ao seu lado ficou cada fez mais complicada.
Ambos tentando fazer o outro feliz e acabamos ficando cada vez mais insatisfeitos.
Esse texto pode não querer dizer nada, meu bem!
Mas aquele beija-flor que se debate sou eu e não quero morrer tentando ficar ou sair.